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A Vilaseca

A Vilaseca

A Importância da Moldura

A moldura é como a roupa adequada
para o corpo e a circunstância do homem.
Como o vestido que realça a beleza da mulher.
É como a casa que o arquiteto
faz para quem vai morar dentro dela.
A morada da beleza de uma obra de arte
é a eternidade. Mas a sua casa no tempo é a moldura.
Para cada pintura, cada gravura,
é preciso saber criar, com engenho e arte,
uma moldura que aconchegue
o mágico universo da beleza.
A moldura é o vestido da primavera,
a casa das constelações.
Jaime Vilaseca, com as mãos e coração,
conseguiu esse milagre.

Thiago de Mello, poeta

Jaime Vilaseca era um menino de 9 anos quando desembarcou no porto do Rio de Janeiro, em 1955, com os pais e os dois irmãos mais novos.

A família deixara a província de Toledo para tentar a sorte no Brasil. A lembrança daquela viagem ainda é viva. Jaime se recorda especialmente da “estátua de Colombo apontando para a América, no porto de Barcelona, ao partirmos, e da estátua do Cristo nos recebendo de braços abertos, na chegada”. Eram dois bons sinais.

De início, porém, a família enfrentou dificuldades.
Morou em  Curitiba durante um ano e depois em São Paulo antes de se mudar para o Rio. Jaime tinha 12 anos quando começou a trabalhar numa marcenaria no bairro de Bonsucesso.
Aos 22, já abria uma fábrica de móveis em Vila da Penha, mas dois anos depois foi obrigado a fechá­-la. Os negócios não iam bem.

Em 1970, mudou­-se para uma vila em Botafogo, passando a morar numa casa que faria história. Mesmo sem a fábrica, Jaime continuava trabalhando como marceneiro. Naquele mesmo ano de 1970, ao entregar uma estante a uma cliente, ouviu dela o comentário: “Você vai ser moldureiro”. Ele hesitou, insistindo que queria fazer armários. Mas a jovem senhora, muito séria, reagiu: “Você não vai conseguir escapar de seu destino.” A profética cliente era ninguém menos que a escritora Clarisse Lispector.

Na mesma hora, ela o puxou pelo braço e o levou à casa do pintor Augusto Rodrigues, no bucólico Largo do Boticário. O fanfarrão Augusto estava em companhia de outros três grandes nomes das artes plásticas brasileiras: Di Cavalcanti, Darel e José Paulo Moreira da Fonseca. Ali, Jaime recebeu de Augusto a primeira encomenda do que logo se tornaria seu principal meio de vida: o pintor lhe pediu para fazer duas molduras de pinho­ de­ riga. Era uma madeira cara, e o marceneiro não hesitou em arrancar uma porta de sua casa em Botafogo para montar as peças. Mas Augusto não gostou das molduras e disse que lhe pagaria por elas com aulas de história da arte, o que ele aceitou. Despertava nele, assim, a paixão pela arte.

Também a paixão pelas molduras começava, e Jaime passou a fabricá­-las com esmero. Em 1974, ao voltar a seu país natal, uma visita ao Museu do Prado, em Madri, o deixou impressionado. “A sensação que eu tive ao sair do museu foi de que eu era outra pessoa”, recorda. Aquela foi a primeira de muitas viagens que lhe permitiriam aprofundar seu conhecimento de arte.

França, Rússia, Suécia, Tchecoslováquia, Reino Unido, Alemanha, Canadá e Estados Unidos são alguns dos países que tiveram seus museus vasculhados por aquele moldureiro curioso. Hoje, ele sentencia:  “A alma não se  alimenta de lasanha.” O ateliê em Botafogo conquistava cada vez mais clientes, encantados com as molduras Vilaseca.

Em 1982, Jaime abriu uma fábrica em Bonsucesso – que mantém até hoje – ao mesmo tempo que diversificava suas atividades, passando a catalogar, avaliar, comprar e vender obras de arte.

Em 2000, seu filho, também chamado Jaime, passou a administrar um quiosque de venda de objetos de arte que a Vilaseca mantinha no Museu da República, no Catete. Três anos depois, o ponto foi fechado e a Vilaseca abria seu segundo endereço, no Leblon. Jaime filho passou a cuidar da nova loja Vilaseca, interessando-­se cada vez mais por arte.

Em 2005, Jaime filho inaugurou a Galeria Vilaseca, na loja do Leblon, com uma exposição do pintor Sylvio Meanda. Criava, assim, um novo conceito para os negócios da família: o de molduraria/galeria. O sucesso o levou a buscar cada vez mais o contato com artistas contemporâneos e a montar exposições em  outros espaços, ampliando as atividades da empresa. Vilaseca é, portanto, uma história de sucesso, bem como um exemplo de que a harmonia entre diferentes gerações de talentos é capaz de gerar inovações bem sucedidas. Inovações que têm em comum o gosto pela arte.

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